O Conselho de Segurança da ONU foi convocado novamente neste sábado para estudar a situação no Oriente Médio, após o exército de Israel iniciar a invasão terrestre da Faixa de Gaza.
"O Conselho de Segurança manterá consultas às 22h (horário de Brasília) sobre a situação no Oriente Médio, incluída a questão palestina", informou hoje a ONU.
Esta é a terceira reunião urgente que farão os 15 membros do principal órgão das Nações Unidas para tratar do conflito que em Gaza desde sábado, quando Israel começou uma ofensiva em retaliação a ataques com foguetes do grupo de Hamas, que tomou o território em junho de 2007, pelas armas, da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
O conflito suscitado pelo lançamento de foguetes por parte de milícias do Hamas contra território israelense e a resposta de Israel com a chamada ofensiva "chumbo fundido" entrou hoje em sua segunda semana, com um resultado de pelo menos 466 mortos e 2.350 feridos.
Na primeira reunião do Conselho, realizada por proposta da Líbia horas após começar a ofensiva, os 15 membros acordaram uma declaração conjunta na qual pediam a cessação imediata dos ataques e a abertura da fronteira para permitir a entrada de ajuda humanitária em Gaza.
A segunda, realizada em 31 de dezembro, a poucas horas do Ano-Novo, em Nova York, quando mudariam cinco dos dez membros não-permanentes do Conselho, aacabou sem acordo nenhum.
A falta de consenso se deveu à proposta de resolução apresentada pela Líbia, em representação dos países árabes, ser considerada desequilibrada pelas potências ocidentais por não fazer menção ao Hamas.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, viajou na sexta-feira a Nova York para intensificar junto a outros líderes árabes os esforços diplomáticos em Nações Unidas encaminhados a conseguir um cessar-fogo.
A convocação da reunião de hoje coincidiu com a chegada de milhares de simpatizantes do grupo palestino Hamas às portas da sede da Missão Israelense perante a ONU, que se encontra a poucos metros da sede das Nações Unidas.
Após saírem da Times Square, eles marcharam até a representação diplomática israelense em Manhattan, onde também se reuniram dezenas de pessoas em apoio de Israel, que levavam bandeiras desse país, assim como dos Estados Unidos.
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